mayo 11, 2006

Presidente boliviano no indemnizará a petroleras extranjeras.

Publicado en Telesur.

El presidente de Bolivia, Evo Morales, advirtió que no habrá indemnizaciones para las transnacionales que operaron en el sector petrolero en ese país antes de la nacionalización de la industria de los hidrocarburos.

La advertencia fue realizada por el gobernante boliviano en Viena, capital austríaca, donde participa en la IV Cumbre Euro-latinoamericana, que se celebra desde este jueves y hasta el próximo sábado, con la participación de unos 60 presidentes de los dos continentes.

De acuerdo con Morales, tras la nacionalización de la industria de los hidrocarburos, medida tomada el pasado primero de mayo, las empresas transnacionales tienen derecho a recuperar las inversiones, pero no a recibir compensaciones.

El jefe de Estado boliviano aseguró que son “inconstitucionales” los contratos firmados actualmente con 70 empresas extranjeras, porque éstos no fueron ratificados por el Parlamento de esa nación ni conocidos por el pueblo.

Puntualizó que la estatal brasileña Petrobrás realizó actividades “ilegales” en su país, según reportó TeleSUR.

El gobernante también recordó que la empresa española Repsol YPF no respetó las normas jurídicas, al evadir los impuestos que tenía que pagar por la explotación de los recursos no renovables de Bolivia, nación que cuenta con la segunda reserva de gas más grande de la región latinoamericana, después de Venezuela.

Morales enfatizó, asimismo, que en su nación se le garantizará la seguridad jurídica a as empresas que respeten las leyes.

Petrobras operava de forma "ilegal" na Bolívia, diz Morales.

Publicado en Fohla.

VINICIUS ALBUQUERQUE
da Folha Online

O presidente boliviano, Evo Morales, disse nesta quinta-feira que a Petrobras operava de modo "ilegal" e "inconstitucional" na Bolívia.

"Dos mais de 70 contratos, nenhum foi ratificado pelo Congresso e, portanto, são inconstitucionais", disse Morales, que acrescentou que os contratos foram também negociados secretamente.

O presidente boliviano acrescentou que as empresas que operavam no setor petrolífero no país e que foram afetadas pelo decreto de nacionalização das reservas de petróleo e gás natural, assinado no dia 1º deste mês, não terão direito a nenhuma indenização se já tiverem conseguido recuperar seus investimentos.

"Não há nenhum motivo para que pensemos em compensação", disse, segundo a agência de notícias Reuters. "Se tivéssemos expropriado bens ou tecnologia teríamos de providenciar compensação, mas neste caso não estamos expropriando."

Morales disse ainda que não havia motivo para que a Bolívia consultasse investidores ou países vizinhos antes de decidir pela nacionalização de suas reservas de hidrocarbonetos.

"Não há nenhuma razão para que eu tivesse de fazer consulta sobre uma política soberana de meu país", disse.

Sem avanços

A reunião ocorrida ontem entre os ministros brasileiro Silas Rondeau (Minas e Energia) e boliviano Andrés Soliz Rada (Hidrocarbonetos) terminou sem produzir avanço nas questões da nacionalização das refinarias pertencentes à Petrobras e do preço do gás.

O resultado concreto da reunião foi uma nota em que os ministros dizem ter concordado em realizar mais reuniões, em nível técnico, para lidar com tópicos como as condições para a condução dos negócios durante a fase de transição, a definição de condições de contratos necessários para a produção do gás e sua comercialização e o processo de refino.

Antes do encontro, Rada descartou a negociação com a Petrobras e disse que o acordo deve ser obtido tratando preferencialmente com o governo brasileiro. "O tema da negociação deve ser, de preferência, realizado com o governo brasileiro (...) Acreditamos que a relação, a negociação será muito mais frutífera entre um governo e outro", afirmou.

Petrobras repudia declarações do governo da Bolívia.

Publicado en Folha.

IVONE PORTES
da Folha Online, no Rio

A Petrobras se diz indignada com as acusações do governo boliviano de que a companhia tenha operado de forma ilegal naquele país. O presidente boliviano, Evo Morales, divulgou em nota hoje que a empresa operava de modo "ilegal" e "inconstitucional" no seu país. "Dos mais de 70 contratos, nenhum foi ratificado pelo Congresso e, portanto, são inconstitucionais", disse Morales.

Morales acusou as empresas que operam no seu país de terem negociado contratos secretamente e disse que elas não terão direito a nenhuma indenização se já tiverem conseguido recuperar seus investimentos.

"A Petrobras sente-se surpreendida pelas recentes notícias que relatam acusações de ilegalidade na sua atuação na Bolívia, veiculadas imediatamente após a emissão de nota conjunta que detalhava os pontos acordados ontem à noite em La Paz", divulgou a estatal brasileira.

Em resposta à nota do governo boliviano, a Petrobras informa que "sempre atuou estritamente dentro da lei na Bolívia, assim como em todos os países onde opera ou operou" e que "sua presença na Bolívia é decorrente de acordos bilaterais entre os governos" dos dois países.

"Esses acordos possibilitaram a construção do gasoduto Bolívia-Brasil, a assinatura do GSA [contrato do fornecimento de gás] e a exploração de gás nas áreas de San Alberto e San Antonio, em parceria entre Petrobras e YPFB. Essa parceria foi desfeita pela privatização da parcela da YPFB naquela sociedade", diz.

Em razão desses acordos, a Petrobras financiou e construiu o trecho boliviano do gasoduto Bolívia-Brasil, realizou investimentos em exploração (inicialmente em sociedade com a YPFB) e em produção em San Alberto e San Antonio --ambos Departamentos de Tarija, na Bolívia.

"Como resultado dessas operações, a companhia compra gás boliviano desde 1999, gera empregos e paga impostos na Bolívia, sendo responsável por 25% da receita tributária daquele país."

A Petrobras acrescenta que a assinatura e o cumprimento dos contratos respeitaram o arcabouço legal vigente na Bolívia, cabendo às instâncias legais e arbitrais competentes, e não ao Poder Executivo, os eventuais juízos, possivelmente necessários, sobre a legalidade de contratos que vêm sendo cumpridos há mais de uma década.

Ontem, em negociações ocorridas em La Paz, na presença dos ministros de Minas e Energia do Brasil, Silas Rondeau, e de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz-Rada, a Petrobras e YPFB acordaram que, para que seja possível cumprir com o disposto no 'decreto supremo' boliviano é necessário que sejam respeitadas as normas aplicáveis e esclarecidas as condições contratuais e operacionais.

As partes concordaram também que possíveis perdas decorrentes da nacionalização de ativos da Petrobras na Bolívia terão compensação, que ainda será negociada.

"Quaisquer propostas de revisão de preço do gás adquirido pela Petrobras da YPFB serão tratadas através dos mecanismos estabelecidos no contrato de compra e venda de gás natural."

Brasil "incómodo" con Chávez.

Publicado en BBC Mundo.
El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, le expresó a su par venezolano, Hugo Chávez, su "incomodidad con algunas interferencias" suyas en diversas negociaciones que se llevan acabo en América Latina, en particular, en relación a Bolivia.

Según el canciller brasileño, Celso Amorim, "esa incomodidad fue expresada de forma inequívoca, al punto de que el presidente Luiz Inácio Lula da Silva llegó a decirle (a Chávez) que eso perjudicaba no sólo el gasoducto (propuesto desde Venezuela a Argentina, pasando por Brasil), sino a la propia integración sudamericana".

Así lo informó el martes Amorim a la Comisión de Relaciones Exteriores del Senado de su país, que lo interrogó sobre las repercusiones en Brasil de la reciente nacionalización de los hidrocarburos en Bolivia.

Chávez fue uno de los principales defensores de dicha medida, tomada por el gobierno de Evo Morales, y varios senadores brasileños criticaron su presencia la semana pasada en una cumbre convocada por Lula y su par argentino, Néstor Kirchner, en la ciudad argentina de Puerto Iguazú, donde se discutió las repercusiones de la decisión boliviana.

Amorim defendió la participación de Chávez, diciendo que "su presencia se justificó, sobre todo en función de una cuestión 'macro', que es la situación energética de América del Sur".

En ese sentido, el canciller consideró que el mandatario venezolano tuvo una actitud constructiva en lo que se refiere al proyecto del gasoducto, que llevaría gas venezolano hasta la ciudad brasileña de Manaus, y que estaría listo entre el 2017 y el 2019.

Mercosur

Haciendo referencia al ingreso de Venezuela al Mercado Común del Sur (Mercosur), Amorim dijo que "no es el Mercosur el que tiene que adaptarse a Venezuela, sino Venezuela que tiene que adaptarse al Mercosur".

"Si no, no llegamos a un acuerdo", recalcó.

El canciller señaló, por otra parte, que no sabía si las palabras del presidente Lula "tuvieron efecto".

mayo 10, 2006

Venezuela sorprendida por declaraciones funcionarios brasileños.

Publicado en Reuters.

CARACAS (Reuters) - Venezuela dijo el miércoles que está sorprendida por la incomodidad expresada por Brasil sobre una supuesta interferencia del presidente Hugo Chávez en el proceso de nacionalización de hidrocarburos de Bolivia.

Chávez ha apoyado la decisión boliviana y participó la semana pasada junto a los presidentes de Argentina, Brasil y Bolivia en una reunión en la que discutieron la nacionalización y el precio del gas en el país andino.

El canciller de Brasil, Celso Amorim, reveló el martes que Lula transmitió a Chávez que sus interferencias en la nacionalización boliviana y en otras negociaciones perjudicaban proyectos como la creación de un gigantesco gasoducto sudamericano e incluso la propia integración de la región.

"Con mucha sorpresa hemos conocido las declaraciones," dijo la Cancillería venezolana en un comunicado.

En el texto Venezuela alega que el proceso de nacionalización boliviano está acorde con los compromisos asumidos por Morales durante su campaña electoral.

"Es un irrespeto repetir las provocaciones que la prensa reaccionaria ha venido vertiendo sobre el Presidente de Bolivia, presentándolo como una suerte de hombre sin personalidad, ni criterio propio, precisamente por ejecutar un mandato de su pueblo," sostuvo.

La Cancillería reafirmó el compromiso de Venezuela para continuar con el proceso de integración regional y seguir estrechando la relación con Brasil.

Lula decepcionado por la nacionalización de hidrocarburos.

Publicado en HoyBolivia.

El presidente Luiz Inácio Lula da Silva expresó su decepción a su colega boliviano Evo Morales por la manera abrupta en que Bolivia llevó a cabo la nacionalización de su gas natural, dijo el ministro de Relaciones Exteriores de Brasil, Celso Amorim.

Según la prensa "on line", el funcionario informó el martes que la queja fue formulada de manera privada a Morales durante una conferencia cumbre sobre la nacionalización efectuada la semana pasada en Argentina, y a la que asistieron también el presidente de Venezuela Hugo Chávez, y el de Argentina, Néstor Kirchner.

Brasil, dijo Amorim, optó por actuar de manera discreta para evitar "una radicalización" del gobierno boliviano.

En un comunicado difundido en las últimas horas del martes, Petrobras dijo que rechazaba de manera temporal la designación de directores de su unidad boliviana.

Para que los nuevos directores tomen control de la compañía "sería necesario cumplir con una serie de procedimientos legales y en materia de acciones", informó Petrobras.

La nacionalización de los hidrocarburos por parte de Morales amenaza causar una crisis energética y un drástico aumento de precios que podrían dañar las economías de Argentina y Brasil, los dos principales clientes de Bolivia.

mayo 09, 2006

Cumbre energética.

Publicado en El Economista Digital.

Por Alfredo García

De lo dicho a lo hecho. Los presidentes de Argentina, Brasil, Venezuela y Bolivia se reunieron ayer en la población argentina de Puerto Iguazú para hacer avanzar la integración energética en el nuevo escenario regional, surgido a partir de la decisión boliviana de nacionalizar sus hidrocarburos.

El encuentro siguió a una visita relámpago del presidente venezolano Hugo Chávez a La Paz para concretar la alianza estratégica, que será firmada dentro de dos semanas, entre las empresas estatales PDVSA de Venezuela y YPFB de Bolivia. Ambos países poseen las mayores reservas de gas del continente.

La nacionalización de los hidrocarburos en Bolivia fue el centro de la lucha popular de la nación andina durante los últimos 5 años. Tres presidentes renunciaron por su incapacidad, como servidores públicos, de implementar la demanda de la mayoría del pueblo boliviano. Durante la campaña presidencial la nacionalización de los recursos naturales fue el centro del programa del líder indígena Evo Morales, elegido por abrumadora mayoría.

Nadie pudo ser sorprendido. Sin embargo la primera reacción internacional se hizo sentir en la Bolsa de Valores. Las acciones de las petroleras que operan en Bolivia cayeron, mientras el precio internacional del crudo en el mercado de Londres alcanzó la cifra récord de casi 98 dólares.

En medio de una campaña mediática entre "sorpresa y contrariedad" hacia la decisión soberana de los bolivianos, la empresa brasileña Petrobras, la española Repsol y la argentina Transierra, fueron las primeras en comunicar oficialmente su disposición de acatar el decreto de nacionalización. La buena noticia es que a partir de ahora el gobierno boliviano podrá garantizar la seguridad jurídica de las multinacionales y sus correspondientes utilidades, abriendo mejores expectativas para nuevas inversiones.

Aun cuando son muchas las coincidencias estratégicas de Brasil y Argentina con Bolivia, ambos gobiernos y sus empresas formaban parte de la explotación neoliberal de sus recursos naturales. Brasil y Argentina son los mayores importadores de gas boliviano. Los argentinos importan el 4% de su consumo total, mientras que en Brasil la cifra asciende al 24,3%. El 75% del gas utilizado en San Pablo, su motor industrial, proviene de Bolivia.

El precio actual del gas ronda los 3 dólares por millón de BTU (la unidad térmica que se utiliza para medir su comercialización). Bolivia incrementará el precio a 5 dólares, lo cual todavía sigue siendo un precio preferencial para brasileños y argentinos. El decreto de nacionalización, permite a Bolivia un ingreso fiscal de 780 millones de dólares.

Con la dinámica y transparente negociación del ALBA, en contraste con el lento y torcido proceso de los TLC conocidos, cuatro importantes países sudamericanos se benefician del rescate de la soberanía boliviana sobre sus recursos naturales. En primer lugar la propia Bolivia. Brasil, Argentina y Venezuela, decidieron que el gobierno boliviano se integre al trabajo de preparación, planificación y proyección del gasoducto del Sur. De inmediato Venezuela ayudará económicamente a Bolivia para instalar una planta de gas en la región sureña de Tarija, que brinde valor añadido al gas que el país exporta a Brasil y Argentina.

48 horas después de la nacionalización de los hidrocarburos, los trabajadores bolivianos fueron beneficiados con un decreto que incrementó el salario mínimo de 440 a 500 bolivianos, (63 dólares), así como la restitución de la estabilidad laboral que había sido derogada por el modelo neoliberal desde 1985.

Bolivia nombra a los directores que controlarán cinco petroleras.

Publicado en El País.

Entre los responsables designados se encuentran los que asumirán el control de Repsol YPF y de la brasileña Petrobras

El Gobierno de Bolivia ha designado esta madrugada a los directores que asumirán el control de cinco petroleras, entre ellas una filial de la hispano-argentina Repsol YPF y otra de la brasileña Petrobras, que pasaron a manos del Estado hace una semana por decreto del presidente, Evo Morales. Fueron designados un total de cinco responsables titulares, cinco suplentes, además de 20 directores para tener cuatro en cada una de las petroleras nacionalizadas, donde las trasnacionales contarán sólo con tres representantes en minoría.

Los representantes del Estado, entre los cuales hay cuatro militares en servicio, recibieron sus memorandos de designación de manos del ministro de Hidrocarburos, Andrés Soliz Rada, y del presidente de la firma estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Jorge Alvarado. Los directores que tendrán a su cargo la fiscalización del Estado son Santiago Berríos en la empresa Andina, participada por Repsol YPF; René Rocabado en Chaco, del grupo British Petroleum (BP); y Felipe Hurtado en Transredes, subsidiaria de Enron y Shell.

Berríos es un conocido abogado que hasta ahora era presidente de la Alianza Patriótica de Abogados, que el año pasado inició un juicio contra las petroleras para pedir la anulación de sus contratos. En la empresa de refinado de Petrobras asumió como síndico Jorge Soruco, un oficial de la Fuerza Naval de Bolivia; y en la Compañía Logística de Hidrocarburos Boliviana (CLHB), participada por capitales peruanos y alemanes, Federico Yáñez. Entre los directores de Transredes, destaca el abogado e historiador José Luis Roca, uno de los principales críticos de la privatización parcial de las empresas estatales en su país que llevó el ahora ex presidente Gonzalo Sánchez de Lozada hace una década.

Negociar la forma de pago

Para tener el 51 por ciento de las compañías Andina y Chaco, el Estado nacionalizó el tres por ciento de las acciones en cada una; en Transredes el 17 por ciento; y en la refinadora de Petrobras y en CLHB el 51 por ciento. El ministro Andrés Soliz dijo que, a partir de ahora, el Gobierno comenzará a negociar con esas compañías la forma de pagar por las acciones que pasaron a propiedad estatal. Dijo que en algunos casos, que no especificó, las empresas han aceptado que se les pueda pagar por sus acciones con la producción de gas y petróleo, aunque Alvarado matizó que también hay que considerar las deudas tributarias que tienen con el Estado.

El valor aproximado de las acciones puede conocerse porque las empresas están inscritas en la Bolsa Boliviana de Valores. "Puedo adelantar que en todas las empresas del sector nombradas aquí prácticamente hay una aceptación generalizada y lo que falta son estos trámites de detalle", dijo Soliz. En el caso de Andina, Chaco y Transredes, la estatal YPFB debe recibir el endoso de las acciones que gestionan las Administradoras de Fondos de Pensiones Previsión Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), de España, y Zúrich Financial Services, de Suiza.

Según Soliz, se ha establecido que las AFP "nunca" firmaron un contrato con el Estado para ser fiduciarias de esas acciones que pertenecen al Fondo de Capitalización Colectiva, una entidad creada para pagar una renta anual vitalicia a todos los bolivianos. El ministro boliviano señaló que esa falta de contrato era uno de los "vacíos jurídicos" detectados en el proceso de privatización parcial de esas compañías, además de otros que ahora deben ser investigados por los directores y síndicos.

Petrobras cancela publicidade comemorativa na Bolívia.

Publicado en Estadao.com.br

RIO DE JANEIRO - A ofensiva do governo boliviano contra a Petrobras levou a empresa a suspender campanha publicitária em que comemoraria 10 anos de atividades no país vizinho. A campanha está pronta desde o final do ano passado, mas, segundo fontes da estatal, foi adiada porque não há clima para comemorações após a publicação do decreto de nacionalização das reservas bolivianas, com direito a cerco do exército às instalações da empresa.

A Petrobrás não informou o custo da campanha, mas confirmou que o adiamento de sua veiculação. Os filmes, que mostram funcionários da Petrobras Bolívia, foram produzidos sob encomenda da área de comunicação institucional da sede brasileira, que tem contrato com três agências - F/Nazca, Quê e Duda Mendonça.

O principal objetivo, segundo uma fonte, era divulgar a marca da companhia na região de La Paz, onde a empresa tem apenas dois postos de gasolina e ainda é pouco conhecida pelos consumidores. A região do altiplano boliviano, onde está a capital, é justamente a base política do presidente Evo Morales e palco das principais manifestações a favor da nacionalização das reservas.

A estatal brasileira chegou à Bolívia em 1995, mas foi em 1996, com o início das obras do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), que iniciou de fato suas atividades. Em 1999, comunicou ao mercado a descoberta de dois importantes campos de gás no sul do país - San Alberto e San Antonio - que hoje estão no centro da crise com o governo boliviano. No mesmo ano, comprou duas refinarias e uma rede de postos em um leilão de privatização, tornando-se a maior empresa em atividade no país.

A Petrobrás costuma investir bastante em publicidade nos países onde atua. Na Argentina, por exemplo, estampava sua marca no uniforme do time de futebol Racing, que usa as mesmas cores da camisa da seleção argentina. A estratégia, nesse caso, era romper uma possível resistência da população local a uma empresa brasileira. O patrocínio ao Racing está sendo rompido, em busca de uma vitrine de maior expressão no país. A subsidiária local da Petrobras também promove eventos culturais e patrocina artistas locais.

Destacan en mesa redonda beneficio social de nacionalizar recursos naturales al analizar caso de Bolivia

Publicado en Radio Habana Cuba

La Habana, 9 may (RHC) Los pueblos pueden ser altamente beneficiados con la justa nacionalización de sus hidrocarburos y otros recursos naturales bajo una honesta administración popular, se evidenció hoy en Mesa Redonda Informativa.

Panelistas del popular programa de la televisión y radio cubanas analizaron este lunes el impacto y significado del proceso de nacionalización de materias primas energéticas en Bolivia, en contraste con las consecuencias de privatizar ese sector en otros países latinoamericanos, y la experiencia venezolana de amplio beneficio social, reseña la ain.

Orlando Oramas, subdirector del diario Granma, subrayó que Bolivia realizó la tercera nacionalización histórica de sus recursos energéticos, calificada como definitiva por el presidente Evo Morales, quien cumplió la demanda de su pueblo y la promesa que le hizo.

Recordó que el Estado boliviano, con la segunda reserva de gas más grande de Latinoamérica, después de Venezuela, asumió hoy el control de cinco empresas transnacionales, y la empresa Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) comenzará a regir verdaderamente la producción, distribución y refinación de hidrocarburos.

En declaraciones a la Mesa Redonda, Pablo Solón, dirigente sindical boliviano y asesor del presidente Morales, afirmó que sondeos de opinión revelan que más del 95 por ciento de la población apoya la nacionalización, a pesar de tergiversaciones de los medios de difusión, y señaló que las empresas extranjeras afectadas entrarán en un proceso de negociación.

Añadió que Bolivia recibirá unos 300 millones de dólares adicionales al replantear los precios del gas y ampliar los volúmenes de exportación, lo que le permitirá emprender beneficios sociales.

La periodista Nidia Díaz comentó la campaña de desinformación emprendida por medios de difusión bolivianos y extranjeros, que responden a intereses oligárquicos, y aseguró que gobiernos anteriores en Bolivia se derrumbaron precisamente por ir en contra de la voluntad del pueblo.

La analista Marina Menéndez dijo que las presiones de Washington contra el proceso nacionalista se aprecian también en Ecuador, para impedir que asuma medidas a favor de su pueblo.

Recordó daños que las políticas neoliberales han causado en naciones del área y cómo la actual administración en México intenta privatizar servicios de electricidad, en contra de los intereses populares.

Se refirió a la reunión de los presidentes Ernesto Kirchner, de Argentina; Luiz Inácio Lula da Silva, de Brasil; Hugo Chávez, de Venezuela, y Evo Morales, de Bolivia, efectuada el sábado último en Puerto Iguazú, donde los mandatarios respaldaron el control por el Estado de los hidrocarburos, establecido en esa última nación, y abogaron por la integración energética.

También acordaron contribuir con inversiones conjuntas al desarrollo de Bolivia, consolidar el Mercado Común del Sur (MERCOSUR) en el plano regional y concertar criterios con vista a la próxima Cumbre de América Latina y el Caribe con los países de la Unión Europea (UE), que se efectuará del 11 al 13 de este mes en Viena, Austria.

Lula da Silva reiteró que el gasoducto que enlazará a Venezuela, Brasil, Argentina, Bolivia y Chile constituye la solución para el suministro de gas a Sudamérica y explicó que esa obra tendrá prácticamente ocho mil kilómetros de extensión y resolverá el problema del suministro de gas a los países de la región durante todo el siglo.

El analista Oramas destacó el alza del 33,3 por ciento de impuestos y el incremento del 24 al 50 por ciento en la tasa sobre la renta a empresas que desde la pasada década operan en la zona del Orinoco.

Explicó que allí diariamente se extraen millares de barriles por parte de entidades extranjeras y abundó que las medidas impositivas aportarán un estimado de mil 300 millones de dólares adicionales a Venezuela el próximo año.

La periodista Nidia Díaz ejemplificó las variadas misiones de beneficio social y educativo impulsadas por el país bolivariano con el aporte multimillonario de la entidad estatal PDVSA y citó estadísticas demostrativas de los avances.

Trascendió que hoy se reunieron Evo Morales y Ollanta Humala, candidato a la presidencia de Perú, en el limítrofe poblado de Copacabana, a 158 kilómetros de La Paz, capital de Bolivia, para inaugurar el cuarto centro de la Operación Milagro, programa cubano de operaciones oftalmológicas gratuitas para pacientes sin recursos económicos.

En el acto, Rafael Daussá, embajador cubano en Bolivia, explicó los beneficios de la cooperación médica brindada por la Isla y de la Operación Milagro, que han restituido la visión y han salvado la vida a decenas de millares de personas.

Esa cooperación se inscribe en acuerdos integracionistas firmados por los presidentes Evo Morales, Fidel Castro y Hugo Chávez, en el ámbito de la Alternativa Bolivariana de Nuestra América (ALBA) y el Tratado del Comercio entre los Pueblos, recordó la periodista Marina Menéndez.

Finalmente, el periodista Reynaldo Taladrid abordó el tema de la sustitución de Porter Goss, como director de la Agencia Central de Inteligencia (CIA), y comentó que se debió a contradicciones internas en la comunidad de inteligencia que encabeza John Negroponte.

Para sustituir a Goss, el presidente estadounidense, George W. Bush, designó hoy al general Michael Hyden.

mayo 08, 2006

Ingenuidade e ideologia.

Publicado en VEJA.

A surpresa do governo com o anúncio de Morales e a maneira como reagiua ele mostram do que é feitaa política externa de Lula

Ao admitir que o governo brasileiro foi "pego de surpresa" pelo anúncio do presidente da Bolívia, Evo Morales – que decidiu nacionalizar a exploração das reservas bolivianas de gás natural e petróleo –, o assessor especial de política externa, Marco Aurélio Garcia, proferiu uma meia verdade. Morales, afinal de contas, nunca escondeu de ninguém suas intenções. Transformou a idéia numa de suas promessas de campanha (de resto, toda ela baseada na exploração do sentimento "nativista" dos bolivianos), vinha falando do assunto abertamente desde a posse e, no mês passado, em entrevista a um canal de TV brasileiro, declarou, com todas as letras, que pretendia fazer o que de fato fez. Não foi por falta de aviso, portanto, que o governo brasileiro foi pego de calças curtas. Ocorreu que, embora Lula, representantes do Itamaraty e o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, estivessem fartos de saber dos planos de Morales, eles acreditaram, até o dia 1º de maio, que a "amizade" entre os presidentes dos dois países mais a importância da presença da estatal brasileira na Bolívia garantiriam ao Brasil um tratamento especial nas negociações. Mas não houve tratamento especial nem sequer negociação, já que a decisão da Bolívia foi unilateral. O Brasil levou um golpe de mão de Morales, seu corpo diplomático passou um atestado de incompetência ao mundo e o presidente Lula viu-se obrigado a sorrir amarelo. "A condução desse episódio foi uma demonstração de amadorismo por parte do governo brasileiro", afirma Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro em Washington.

Lula viu-se obrigado a sorrir amarelo por causa da vaga cartilha ideológica de esquerda que passou a nortear as ações da diplomacia brasileira desde que ele assumiu a Presidência e com a qual ainda se sente obrigado a ser coerente. Foi essa vaga cartilha que o levou a considerar que Morales tinha o "direito" de tomar à força refinarias construídas com dinheiro brasileiro e de ameaçar o acordo de fornecimento de gás que viabilizou a construção (também com dinheiro brasileiro) do gasoduto até os mais importantes pólos industriais do país. O saldo da fala presidencial é desastroso: ao defender a Bolívia, e não o Brasil, Lula deu a impressão de ter sido também "nacionalizado" por Morales.

Não há maior pecado na diplomacia, cuja essência é o pragmatismo na busca pela manutenção dos interesses comerciais e geopolíticos do país, do que ser ingênuo. A diplomacia do governo Lula é, infelizmente, ingênua – e, como tal, tem dado em nada na esmagadora maioria das vezes. "A política externa brasileira se caracteriza hoje pela ideologização das decisões e pela politização das negociações comerciais", avalia o embaixador Barbosa. O resultado dessa opção tem sido uma sucessão de prejuízos para o país. Em troca de apoio para suas pretensões de conquistar uma cadeira no Conselho de Segurança, o Brasil, em novembro de 2004, reconheceu a China como uma economia de mercado. Com o gesto – por meio do qual assumia que os chineses adotam práticas comerciais condizentes com as regras mundiais –, o Brasil abriu mão do direito de recorrer a salvaguardas comerciais para proteger-se em caso de concorrência desleal chinesa. Pequim retribuiu a gentileza aliando-se aos Estados Unidos e à Rússia, em 2005, para vetar o projeto que ampliaria o Conselho de Segurança, possibilitando a entrada do Brasil no grupo. Não foi só. Mais recentemente, o governo aceitou que a Argentina, parceira no arruinado Mercosul, impusesse barreiras à importação de alguns produtos brasileiros para proteger o seu mercado interno, sob o inacreditável argumento de "ajudar o país vizinho no seu retorno a um ciclo de crescimento". Agora, na crise boliviana, o governo repete o padrão de subordinar os interesses nacionais às obsessões históricas do partido pelo qual foi eleito. Ao roubo do patrimônio brasileiro praticado por Morales, Lula respondeu com um discurso em que negou a existência de crise com o país vizinho – a que se referiu como "esse povo sofrido que tem o direito de reivindicar maior poder sobre a maior riqueza que tem". Nada sobre o fato de os interesses brasileiros na Bolívia terem sido agredidos de forma inaceitável.

A crise com a Bolívia (que apenas para o presidente brasileiro não existe) escancarou o modelo centralizador implantado pelo Itamaraty da era Lula. Por esse modelo, todos os poderes estão concentrados nas mãos do trio de cordeiros em pele de cordeiro formado pelo chanceler Celso Amorim, pelo assessor especial de política externa, Marco Aurélio Garcia, e pelo secretário executivo do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães. Aos embaixadores, pouca autonomia restou. Ou alguém sabe o que anda fazendo o representante do governo brasileiro em La Paz? Antonino Mena Gonçalves (esse é o nome do embaixador na Bolívia) conseguiu a façanha de tornar-se mudo e invisível em meio à mais barulhenta confusão envolvendo o país que ele representa e aquele no qual trabalha.

Lula sonhou em resgatar a "liderança natural" do Brasil na América do Sul apoiado em seu carisma pessoal e no velho ideário da esquerda que preconiza "a união dos oprimidos contra a hegemonia do opressor". Deu-se mal, claro, e os motivos saltam aos olhos. O primeiro deles é que não se constrói uma liderança com base em retórica. "Quem quer influenciar nas decisões dos demais países tem de ter recursos humanos e materiais para oferecer", diz Marcos Azambuja, ex-embaixador brasileiro em Paris. Traduzindo: o exercício da liderança demanda um bom talão de cheques. O presidente venezuelano Hugo Chávez, um arruaceiro montado em petrodólares, não pára de sacar o seu. No acordo que selou a entrada da Bolívia numa certa Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas) – nascida da cachola de Chávez –, firmado no sábado anterior ao anúncio da nacionalização, a Venezuela se compromete a criar um fundo de até 100 milhões de dólares para "financiamento de projetos produtivos e de infra-estrutura" na Bolívia. Não espanta que Morales tenha preferido essa oferta de seu titeriteiro venezuelano à amizade incondicional de Lula – amizade que, talvez para assombro do próprio boliviano, continua incondicional apesar de tudo.

Há um segundo motivo pelo qual o presidente brasileiro não concretizará seu sonho de transformar-se no "guia dos oprimidos", na versão subcontinental. Ele reside no fato de que, a despeito do que desejam o presidente e o triunvirato do Itamaraty, os oprimidos não parecem nem um pouco interessados em abrigar-se sob as asas do Brasil para fazer frente ao "opressor" (no caso, os americanos). No mesmo dia em que Morales surpreendeu o Brasil com o anúncio da nacionalização, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, anunciou, em visita a Washington, a intenção de deixar de ser membro pleno do Mercosul para tornar-se apenas um associado. O novo status lhe dará liberdade para assinar com os americanos um acordo de livre-comércio. O Paraguai caminha na mesma direção. Antes dele, o Chile, o Peru e o Equador – países que Lula tentou insistentemente atrair para o Mercosul – já haviam feito a opção por acordos comerciais bilaterais com os Estados Unidos. Tais acordos são, agora, a estratégia americana para substituir a Área de Livre-Comércio das Américas (Alca), que resultaria na criação de um grande mercado comum do Alasca à Patagônia e foi torpedeada por Chávez e seus asseclas, com apoio do Brasil. Traído pelo "muy amigo" Morales, esvaziado no papel de grande líder latino-americano e com toda a chance de ficar com a tocha do Mercosul na mão, falando sozinho, só resta a Lula fingir que tudo anda às mil maravilhas, assim como fez no que se refere ao mensalão. Mas que nossos "hermanos" não se enganem: se os atuais ocupantes de cadeiras em Brasília gostam de apanhar, o Brasil não é mulher de malandro.

Os líderes e o liderado.

Publicado en VEJA.

A nacionalização do gás boliviano mostra que Chávez é o líder da América Latina. E Lula? Ele nãoconseguiu entender sequer quaissão os interesses brasileiros no caso.

O Brasil levou um chute no traseiro dado por Hugo Chávez e seu fantoche boliviano, Evo Morales. Antes, foram ambos a Cuba pedir a bênção do patriarca Fidel Castro para o que planejavam fazer. Nenhum desses companheiros se deu à delicadeza de avisar o ocupante do Palácio do Planalto, que se julgava um líder regional com estofo até para ser líder mundial. Pobre Lula. Foi o último a saber que o presidente Morales iria se apossar de propriedades brasileiras na Bolívia e colocar em risco o abastecimento nacional de gás natural. A reação do presidente Lula foi ainda mais constrangedora: engoliu o desaforo e ainda se solidarizou com o agressor, a Bolívia.

Para ampliar o efeito pirotécnico, Evo Morales escolheu o Dia do Trabalho, 100º de sua posse na Presidência, e comandou pessoalmente as tropas que tomaram a refinaria da Petrobras em San Alberto, o maior campo de extração de gás natural da Bolívia. Lá, de capacete de petroleiro na cabeça, o presidente leu os nove pontos do "Decreto Supremo" que passou para o controle do Estado boliviano toda a indústria do gás e do petróleo. O documento não fala em indenizar as empresas estatizadas. As vinte companhias estrangeiras atingidas pelo decreto investiram, ao todo, 3,5 bilhões de dólares na Bolívia – mas o prejuízo maior é da Petrobras, que aplicou 1 bilhão de dólares na extração e refino e outros 2 bilhões de dólares na construção do gasoduto que leva o produto até São Paulo.

A intenção de nacionalizar as riquezas do subsolo era uma promessa de campanha de Morales e foi preparada nos bastidores com a ajuda de um pelotão de técnicos e advogados venezuelanos enviados por Chávez. Apesar de todos esses indícios prévios, o governo brasileiro foi pego de surpresa e se apressou em declarar que a Bolívia tem direito às riquezas de seu subsolo. Isso é inegável. A soberania permanente de um país sobre seus recursos naturais é reconhecida pela ONU desde 1962. O ponto é que Morales expropriou ativos que pertencem ao povo brasileiro e rasgou, como se não valessem nada, tratados negociados de Estado para Estado nos últimos trinta anos. A ocupação de modo hostil, com o uso de tropas e sem conversações prévias, contraria o estabelecido no direito internacional e também as regras mínimas de convivência entre dois países que tradicionalmente são bons vizinhos.

O próximo passo, já avisou o governo boliviano, é aumentar os preços do gás natural fornecido ao Brasil. A ameaça é tremenda e pode se transformar num beco sem saída se o governo brasileiro não negociar com firmeza. Com o aumento do preço do produto, o prejuízo ultrapassaria as perdas diretas da Petrobras e atingiria diretamente a indústria paulista, que nos últimos anos foi incentivada a investir no uso do gás natural como fonte energética. O produto extraído na Bolívia responde por metade do consumo brasileiro e a reconversão das fábricas ou a descoberta de fontes alternativas podem levar anos. Nem assim Lula reagiu. "O governo deveria ter saído imediatamente na defesa dos interesses nacionais", diz Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro em Washington. "Depois de anunciar a determinação de defender os interesses nacionais, deveria questionar a quebra de contrato e avisar que pediria indenização pela expropriação. Também deveria ter deixado claro que não aceitaria modificação unilateral no preço do gás."

Lula não fez nada disso. Na quinta-feira passada, o presidente brasileiro foi discutir a crise numa reunião em Puerto Iguazú, na Argentina, à qual compareceram Evo Morales, o argentino Néstor Kirchner e o ubíquo Chávez. A presença da Argentina se entende, pois o país também compra gás da Bolívia, mas por que a Venezuela? A resposta possível: Chávez foi falar em nome de Morales, seu discípulo, e deixar claro quem dá as cartas na nova geografia do populismo latino-americano. Lula saiu da reunião desenxabido e, como de praxe, confundiu conceitos. No seu entender, manifestar solidariedade à Bolívia, mesmo quando ela se apossa de um patrimônio que é de todos os brasileiros, significa emitir um sinal positivo de solidariedade continental. A reafirmação da unidade sul-americana, explicou, tranqüiliza os investidores estrangeiros. Seria mais sensato esperar o efeito totalmente inverso.

O incidente expõe as fraturas regionais e deixa explícito o vigor do novo ciclo de populismo na América Latina, que tem Hugo Chávez e Evo Morales como expoentes. A influência de Chávez na decisão boliviana de nacionalizar o gás já está provocando instabilidade política e econômica. Começa com a saída da Venezuela do Pacto Andino, o que estremeceu as relações entre Caracas e Bogotá. Devido à intromissão de Chávez nas eleições peruanas, Lima retirou seu embaixador da Venezuela. Agora, Chávez arruinou as relações entre o Brasil e a Bolívia. O que ficará na memória dos investidores internacionais é o alerta para evitar uma região sem lei e sem ordem, onde os contratos são desrespeitados. Isso é fácil de fazer, pois não faltam, do outro lado do planeta, oportunidades de investimentos em países sérios e estáveis. A desimportância crescente da América Latina no panorama mundial torna as coisas ainda piores: ninguém no Primeiro Mundo liga mais para as estripulias cometidas por aqui.

A economia da Bolívia, o país mais pobre da América do Sul, caberia com folga dentro do orçamento da cidade de São Paulo. Sem capital nem tecnologia, não há jeito de o Estado boliviano realizar os grandes investimentos necessários para tirar e processar o gás natural. Evo Morales sentiu-se à vontade para tomar as refinarias confiando em duas coisas. A primeira é o fato de o Brasil ser freguês cativo do gás boliviano. A segunda é a ajuda de Hugo Chávez. A estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA, prepara-se, nas sombras, para assumir os campos de gás que venham a ser abandonados por empresas estrangeiras. Chávez também já acertou o fornecimento de todo o óleo diesel que a Bolívia necessitar em troca de soja boliviana. Trata-se de uma política consistente do venezuelano para ocupar espaço no continente e influenciar países. Desde que assumiu a Presidência, em 1999, Chávez já gastou 25 bilhões de dólares em subsídios e doações a países latino-americanos.

Com seu sistema de apadrinhamento comercial, ele está tentando criar uma versão latinizada do antigo Comecon, o sistema comercial entre os países do bloco soviético. Dadas a fragilidade das economias comunistas e a infinita superioridade material da União Soviética, os preços internos do Comecon não correspondiam aos custos de produção e eram decididos de acordo com critérios políticos. Alguns países, como Cuba e Mongólia, dependiam inteiramente desse sistema para sobreviver. Com o barril do petróleo a 70 dólares, Chávez tem cacife para substituir a União Soviética como provedor de Cuba. Estima-se que a Venezuela esteja injetando na ilha de Fidel Castro, a fundo perdido, o equivalente a 20% de todo o dinheiro que entra no país. A Venezuela também compra produtos cubanos que não têm mercado no exterior e, em troca, recebe médicos e outros serviços de Fidel Castro. O presidente venezuelano já comprou 1 bilhão de dólares em títulos do governo argentino e 250 milhões de dólares da dívida externa equatoriana. "A estratégia de Chávez é exercer influência sobre quatro pequenos países, Nicarágua, Bolívia, Equador e Peru, para disputar poder com México, Chile e Brasil", disse a VEJA Jorge Quiroga, presidente boliviano entre 2001 e 2002, e hoje líder da oposição a Morales.

Estabeleceu-se uma divisão na América Latina e ela nada tem a ver com o velho confronto entre esquerda e direita. O que existe é uma linha entre governos responsáveis e populistas. México, Chile e Brasil estão no primeiro grupo. Uma característica comum aos populistas – Chávez, Morales e, em menor medida, Néstor Kirchner – é revestir o discurso com retórica de esquerda. Na verdade, os contornos ideológicos do populismo são difusos e vão sendo moldados de acordo com as circunstâncias. A revolução bolivariana e o socialismo do século XXI de Chávez são uma demonstração disso. Nem Chávez sabe do que se trata. O que importa para esse tipo de líder é criar argumentos e mecanismos para se perpetuar no poder. Por isso, costuma-se dizer que uma das características do déspota latino-americano é o voluntarismo, doutrina que atribui à determinação do líder o poder de mudar a realidade a seu bel-prazer. A atitude de Morales na Bolívia obedece ao padrão. "A nacionalização é o grande símbolo do populismo latino-americano", disse a VEJA o historiador peruano Alvaro Vargas Llosa. "Infelizmente, as pessoas rapidamente esquecem que todas as estatizações fracassaram de modo catastrófico." Essa é a terceira vez que a Bolívia estatiza seus recursos fósseis e minerais. Nas duas anteriores, em 1937 e 1969, a intervenção não ajudou o país a amenizar a miséria de seu povo e, por isso, acabou sendo revertida.

O sociólogo alemão Franz Oppenheimer, morto em 1943, dizia que há duas formas de uma nação acumular riqueza: de maneira racional, através da produção, ou de maneira violenta, por meio da expropriação. Apenas a primeira forma pode ser duradoura. O presidente Evo Morales escolheu a segunda ao nacionalizar a exploração e comercialização do gás e do petróleo por decreto. No imaginário popular boliviano – do qual Morales compartilha e se aproveita politicamente –, a riqueza oculta do gás vai sanar a miséria e o atraso do país. Um estudo da ONU publicado no ano passado, com o título "A economia boliviana além do gás", diz que o maior erro da Bolívia é apostar em um padrão de desenvolvimento monoprodutor. "A tendência mundial é de diversificar os mercados, multiplicando os setores produtivos e passando de uma economia de base estreita para uma de base mais ampla", sentencia o estudo, de autoria do economista boliviano George Gray Molina. O mundo é pródigo em exemplos de como a simples existência de uma riqueza natural não basta para garantir bem-estar à população. A Venezuela, com as maiores reservas de petróleo fora do Oriente Médio, tem metade da população vivendo na pobreza. Angola, um dos maiores produtores de diamante de alta qualidade do mundo, tem um terço da renda per capita do Brasil.

Golda Meir, a primeira-ministra de Israel entre 1969 e 1974, contava, em tom de anedota, que Moisés guiou os judeus durante quarenta anos pelo deserto para levá-los justamente ao único pedaço de areia do Oriente Médio onde não havia petróleo. Completava, em tom mais severo, que não se tratou de maldição, mas de uma bênção. "Nossas vitórias não poderiam existir sem uma economia de base sólida, um padrão educacional de alto nível entre soldados e civis e a alta capacitação tecnológica dos trabalhadores em todos os setores", explicava. A estadista israelense tocou naquelas que são as duas principais riquezas de um povo: a educação e o conhecimento tecnológico. "Para ser rico, um país precisa investir em ciência e tecnologia. É dessa forma que se consegue elevar a capacidade das indústrias de produzir melhor e ser mais competitivo no mercado mundial", diz Roberto Romano, professor de ética e política na Universidade Estadual de Campinas. "Foi esse o modelo adotado por Inglaterra, França, Itália, Alemanha, Japão e Estados Unidos – países que têm a riqueza mais bem distribuída entre a população." Por que a América Latina não consegue imitar essa fórmula comprovada para o desenvolvimento? "Vivemos obcecados com a discussão sobre se o livre-mercado é bom ou não, em vez de nos preocuparmos em ser mais competitivos", disse a VEJA o argentino Andrés Oppenheimer, autor do livro Lorotas Chinesas .– O Engano de Washington, a Mentira Populista e a Esperança na América Latina", best-seller na Argentina e no México, publicado no ano passado.

A América Latina continua a ser exportadora de matéria-prima, enquanto no mundo de hoje o que conta é o valor do conhecimento embutido em um produto. Morales, na Bolívia, tem outra explicação para a pobreza: a culpa é do imperialismo. Surpreende bastante, mas ele está falando dos brasileiros. Entre os bolivianos comuns há uma forte aversão ao "imperialismo" do Brasil. É possível que isso seja simplesmente um reflexo do gigantismo brasileiro, que suscita temor entre vizinhos menores. "Quem dorme ao lado do elefante teme ser pisoteado", diz um diplomata brasileiro. De forma um tanto obtusa, a Petrobras acabou se convertendo, na cabeça dos bolivianos, no protótipo da empresa exploradora dos recursos que deveriam salvá-los da miséria. O ministro de Hidrocarbonetos, Andrés Soliz Rada, apelidado pelos bolivianos de Boca de Poço, chama atenção pelos dentes desproporcionalmente grandes e pelo modo furioso como se refere à Petrobras. Jornalista antes de ser ministro, sempre escreveu sobre os recursos naturais bolivianos e pregou a urgência em expulsar a empresa brasileira. Seria mais sensato e honesto se agradecesse a contribuição da Petrobras ao desenvolvimento boliviano. A empresa extrai 57% do gás produzido pela Bolívia, contribui com 24% da arrecadação de impostos e tem sua bandeira em um em cada quatro postos de gasolina no país.

A opção brasileira pelo gás natural foi estratégica. O plano era reduzir a dependência que o Brasil possui em relação ao petróleo e à energia produzida pelas usinas hidrelétricas. O gasoduto Bolívia–Brasil entrou em operação em 1999. Tem capacidade para transportar 30 milhões de metros cúbicos por dia, mas, até recentemente, operava com grande ociosidade. Contratualmente, o Brasil era obrigado a pagar aos bolivianos por um gás que não estava utilizando. Houve várias negociações, com diferentes governantes do país vizinho, para que o preço fosse reduzido, mas a Bolívia, escorando-se nos contratos firmados bilateralmente, permaneceu irredutível. Agora que finalmente o Brasil precisa do gasoduto em plena força, a Bolívia joga os contratos na lata do lixo – aqueles mesmos que defendia com tanta veemência e resolução.

O gás natural como opção energética ganhou força com o racionamento de energia, em 2001, que lançou incertezas sobre a disponibilidade de eletricidade. Com o gás, as empresas podem produzir a própria eletricidade, utilizando para isso geradores especiais. Outro fator que impulsionou a vendagem do gás natural foi a escalada no preço do petróleo. O gás liquefeito de petróleo (GLP), o popular gás de botijão, é um derivado do petróleo e chega a custar 80% mais do que o natural. Houve também um forte avanço na utilização automotiva. A frota nacional de carros convertidos para rodar com o gás natural veicular (GNV), um combustível bem mais em conta do que a gasolina, já passa de 1 milhão. Em 2000, o Brasil consumiu 16 milhões de metros cúbicos por dia. No ano passado, o total atingiu 40 milhões de metros cúbicos, sendo quase a metade originária da Bolívia. Hoje, o gás natural responde por 8% da matriz energética brasileira. Qualquer alteração nas relações atuais será imediatamente repassada ao consumidor. As indústrias seriam incapazes de absorver um aumento nos preços desse combustível. Se o pior ocorrer, mais uma vez quem pagará a conta será a população brasileira.

Gobierno posesiona a síndicos y directores de petroleras capitalizadas.

Publicado en Red Erbol.

La Paz, 08 May (Erbol).- El presidente de la estatal petrolera, Jorge Alvarado, posesionó este lunes a 20 ciudadanos como directores y síndicos de las empresas capitalizadas Transredes, Chaco y Andina, además de las dos empresas de refinación Petrobras y CLHB lo que le permite al gobierno tomar el control de dichas empresas en el marco de la nacionalización de los Hidrocarburos.

El ministro del área, Andrés Solís Rada, explicó que tras ese accionar la representación del Estado en cada una de las cinco empresas es mayoritaria pues cuenta con cuatro miembros frente a tres de las petroleras. "El Estado se hace cargo del 50 por ciento más uno de las acciones de estas empresas y también en cuyo directorio nosotros ingresamos con mayoría de cuatro representantes", dijo Solíz Rada.

La autoridad enfatizó que ahora el gobierno boliviano será quien tome las decisiones finales, aunque por otro lado anunció que se ingresó en un proceso de negociación con las empresas para devolverles el costo de las acciones que tomó el Estado para tener la mayoría, en algunos casos destacó aceptaron que el pago se realice con la misma producción de hidrocarburos.

Por su lado las nuevas autoridades en las petroleras señalaron que existe un compromiso patriótico que cumplir con los objetivos trazados, pues no hay marcha atrás en la nacionalización de los hidrocarburos.

Vale tudo al hablar de Evo y el gas.

Publicado en Página12.

Por Darío Pignotti
Desde San Pablo.

“Indio nao quer Petrobras.” De tan elocuente, la frase en portugués no necesita traducción al español. Lo llamativo (o prosaico) es que fue así como se tituló un artículo publicado por Veja, la revista de mayor circulación en Brasil, y el “indio” de marras era Evo Morales. Es evidente el sesgo racista del texto aparecido en diciembre luego de que los bolivianos eligieran como presidente a un indígena. Ya por entonces el semanario avizoraba la amenaza que el ex “pastor de llamas” representaba para las inversiones brasileñas a estar por su “discurso populista y nacionalista”. La profecía se hizo realidad la semana pasada cuando la ideología “radical” de Morales lo llevó a nacionalizar los hidrocarburos. Conforme la crisis del gas fue cobrando más intensidad una suerte de desprecio racial y excitación nacionalista fue tomando cuenta de importantes medios de comunicación locales.

En una de las radios más oídas de San Pablo, la Joven Panamericana, el periodista José Neumanne Pinto resumió la crisis en pocas palabras: “esto es guerra” dado que Bolivia “invadió” militarmente instalaciones de la petrolera Petrobras. Seguidamente recomendó al presidente Lula da Silva cortar relaciones con su “compañerito indígena”. En radio Bandeirantes la inflamación patriótica no fue menor. El conductor José Paulo de Andrade consideró que lo de Morales fue una “afrenta” a la “nación” y recomendó una respuesta no sólo diplomática. “Ellos nos invaden” mientras “nosotros” continuamos impasibles, gritó.

El verbo “invasión” es uno de los que más se lee y escucha en los últimos días. “Morales invade Petrobras y nacionaliza el gas” tituló a seis columnas el diario Folha de San Pablo en su sección Dinero, el martes pasado. Dejando las formas diplomáticas de lado el canciller Celso Amorim le preguntó al enésimo reportero que le pidió mano dura: “¿qué es lo que usted quiere, que invada Bolivia y los obligue a pagar el precio que yo deseo? Ese no es nuestro método”.

La cólera mediática, salvo excepciones como la del columnista de Folha Clovis Rossi (“Evo tiene derecho hasta a errar”), fue en línea con el estado de espíritu de la mayor corporación patronal, la Federación de Industriales de San Pablo, Fiesp, que, por lo demás, congrega al grueso de los consumidores de gas boliviano. San Pablo es destinatario del 75 por ciento de los casi 30 millones de m3 de fluido importados cada día. Paulo Skaf, presidente de la Fiesp, calificó a la nacionalización como un “show de pirotecnia y una demostración de populismo”.

El gobierno brasileño montó un dispositivo de doble mano ante el “supremo decreto” de Morales, del que no fue noticiado con antelación. Mientras el presidente Lula da Silva asumió el carril negociador a la estatal Petrobras le cupo ir al choque, amenazando llevar el caso a una corte arbitral de Nueva York. El doble juego diplomático demuestra que el Estado brasileño no está dispuesto a regalar nada a Bolivia. Más: luego de que Lula y Morales dialogaron personalmente y acordaron pactar los precios, Petrobras reforzó la línea confrontativa y emplazó a Bolivia para que resuelva el valor del gas en 45 días.

Pero las elites informativas y empresariales no consienten ningún tipo de diálogo con La Paz. Para ellos es inconcebible que la administración Lula haya reconocido a Bolivia el derecho “soberano” de retomar la propiedad de sus recursos energéticos, algo que Brasil hizo en los años ’30.

Para la Fiesp, al gobierno le falta “firmeza” en la “defensa del interés nacional” y le sobra tolerancia hacia Morales. En el diario Estado de San Pablo opinan igual. “El vejamen de Puerto Iguazú” es el título del editorial principal del sábado que evalúa la cumbre del jueves pasado entre los presidentes Lula, Kirchner, Chávez y Morales. “A Lula sólo le faltó pedir disculpas a Morales (por lo que éste hizo)” observa el diario y remata el “Jefe de Estado escogió el camino de la rendición”.

Aunque no hay un relevamiento sistematizado, es fácil advertir que en la prensa brasileña predomina la idea de que Morales se volvió un personaje antipático, un “cuervo” según un artículo de Folha de San Pablo, que tiende a alcanzar una reprobación similar a la de Hugo Chávez. La foto de Morales montada sobre una garrafa ilustra la tapa de la revista IstoE de esta semana en la que se lee “El hombre que puede parar Brasil. (Morales) Humilló la diplomacia de Lula y trajo de vuelta el fantasma del desabastecimiento de gas”. La revista Veja toca en la misma tecla al decir que la nacionalización fue un “robo”, pero culpa tanto al presidente boliviano como a su colega Chávez, acusándolo de ser quien “tramó” el golpe. En rigor el venezolano, más que Morales, es el bicho de siete cabezas de los formadores de opinión. En ese sentido es reveladora la retórica del principal columnista de la TV Globo, cabeza del principal multimedio brasileño. Arnaldo Jabor confiesa que nada lo eriza tanto como la “demagogia” y el populismo”, atributos que en su opinión encarna Hugo Chávez, al que suele comparar con “un portero de prostíbulo gay”.

Bolivia está preparada para enfrentar arbitrajes petroleros.

Publicado en El Mundo.

Ante amenazas de juicios internacionales, el Gobierno de Evo Morales anunció que está preparado para cualquier arbitraje y justificar que la nacionalización de los hidrocarburos es legal.

El vicepresidente, Álvaro García Linera, aseguró que las empresas petroleras darían una muy mala señal, si optaran por un arbitraje internacional en contra de la nacionalización de los hidrocarburos.

Dijo que todas las empresas petroleras que operan en el país deben someterse a las nuevas reglas legales que emitió el Gobierno, aunque aclaró que hay 180 días para negociar algunos términos.

"Entendemos que las petroleras van a entender esta línea, y consideramos que tienen que adecuarse y subordinarse a esta posición soberana de los bolivianos. Esperamos que no hayan esos arbitrajes internacionales porque nuestro decreto tiene fundamento jurídico, legal, racional, económico e histórico", afirmó García Linera.
Según el segundo hombre del país, es amplia diferencia entre una ganancia lícita, de entre las "extraordinarias y abusivas" que tenían las petroleras asentadas en el país, desde hace 10 años.

Por su parte la estatal brasileña Petrobras, dio un plazo de 45 días al gobierno de Bolivia para que defina el precio del gas natural que vende a Brasil, tras el cual la petrolera brasileña recurrirá a un arbitraje internacional en Nueva York.
Según un comunicado divulgado por Petrobras, informó la agencia de prensa gráfica, en que se posiciona con relación a un aumento de precios anunciado por Bolivia, el contrato entre la estatal brasileña y la boliviana YPFB, "establece los mecanismos que deben regir la negociación, y nosotros vamos a seguir los procedimientos previstos", sostuvieron en la compañía petrolera.

Esos procedimientos establecen "primero, una negociación directa entre las partes por un período de 45 días. Si no hubiera acuerdo, el próximo paso es el arbitraje internacional en Nueva York", explica el comunicado.

EL DATO

ENERGÍA. Petrobras afirmó que no acepta aumento de precio del gas que Brasil importa de Bolivia, motivo que tensiona la relación bilateral entre Bolivia y Brasil. El vicepresidente aseguró que las empresas petroleras darían una muy mala señal, si optaran por un arbitraje internacional en contra de la nacionalización de los hidrocarburos que el Gobierno lleva adelante desde el primero de mayo.

Nacionalización: Presidente denuncia conspiración.

Publicado en Los Tiempos.

La Paz ANF.- El presidente Evo Morales denunció ayer el inicio de un proceso de conspiración contra su Gobierno por parte de quienes defendieron la entrega de los recursos hidrocarburíferos a las empresas petroleras y buscan evitar que los ingresos económicos de estas compañías sean afectados.

Pidió a los movimientos sociales y a toda la población a estar preparados para defender la nacionalización de los hidrocarburos determinada con la vigencia del Decreto Supremo 28701.

El objetivo la conspiración es que las empresas petroleras "no pierdan lo que ganaban antes", según datos de agencia estatal de noticias ABI.

La advertencia del Jefe de Estado fue hecha pública en su discurso pronunciado durante el acto de inauguración de la segunda Expoferia Integral del Ganado Lechero, Camélido y Artesanías de la Provincia Los Andes en Pucarani, La Paz.

Morales, tras participar de una improvisaba fiesta por la nacionalización de los hidrocarburos, explicó en esa región que tiene informes externos sobre los intentos de desestabilizar su gestión.

"Es gente que ha hecho tanto daño económico al país, que subastó los recursos naturales" y que son "agentes que todavía hablan en los medios de comunicación", señaló para sustentar su pedido de apoyo.

El decreto de nacionalización obliga a las empresas petroleras, entre otros aspectos, a entregar toda su producción de gas natural y petróleo a la estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

Las petroleras deberán suscribir nuevos contratos y tendrán sólo una participación del 18 por ciento y el saldo, el 82 por ciento, deberá ser destinado al Estado boliviano.

Esta normativa afecta directamente a los pozos San Alberto y Sábalo, ubicados en El Chaco boliviano, con los mayores niveles de producción de gas al día.

INFORMACIÓN

El Presidente dijo también que el decreto de la nacionalización de los hidrocarburos fue manejado con mucho cuidado y entre un reducido número de personas (seis) porque inicialmente se filtró información y algunas empresas, indicó, "ya sabían lo que estábamos pensando encaminar en materia de la política energética del país".

Morales agradeció en el acto en Pucarani el respaldo de los bolivianos y pidió fortalecer el apoyo para hacer frente a posibles contratiempos.

Las funciones de los síndicos y directores en las petroleras.

Publicado en Hoy Bolivia.

El ministro de Hidrocarburos, Andrés Soliz, explicó que las compañías capitalizadas Chaco, Andina y Transredes funcionaban, desde el punto de vista procedimental, mediante directorios que fijaban las políticas de esas empresas.

Dijo que a partir de ahora en esas empresas, YPFB tiene la mayoría en las acciones y la conducción de esa política pasa a manos de la empresa estatal petrolera. El nuevo directorio estará conformado por cuatro representantes de YPFB y tres de las compañías petroleras.

Sin embargo, Soliz admitió que existe una confusión legal. Por ejemplo, de acuerdo al Código de Comercio, cada directorio tenía dos síndicos por mayoría y un síndico por minoría, pero añadió que de acuerdo a los estatutos de algunas empresas sólo aparece un síndico por mayoría y otro por minoría, pero estos vacíos se los irá resolviendo de manera progresiva.

También dijo que las otras dos empresas que fueron nacionalizadas, como Petrobras refinación y Compañía Logística de Hidrocarburos de Bolivia, donde el Estado se hace cargo del 50 por ciento más 1 de las acciones, en sus directorios el Estado también ingresa con mayoría de representantes.

Igualmente dijo que el control mayoritario del paquete accionario será fruto de un proceso de negociación con las petroleras.

“Estamos en un proceso de conversación con las empresas, algunas que tienen sus acciones en la Bolsa de Valores y se puede tener un valor aproximado de lo que valen esas acciones. En algunos casos están aceptando, no puedo entrar al detalle de cuáles que se les puede pagar con la producción de gas y petróleo por un tiempo hasta que se cubra el valor de esas acciones”, detalló Solíz Rada.

El titular de Hidrocarburos anotó que en el tema de las acciones que tienen las Administradoras de Fondos de Pensiones (AFP) se hizo un análisis jurídico y se constató que esas entidades no tienen ningún contrato para ser fiduciarias o depositarias de las acciones en las petroleras a nombre de los bolivianos.

Afirmó que esas acciones nunca salieron del dominio del Estado, porque las AFP no pueden reconocer algún pago por algo que nunca tuvieron, de manera que las actividades de las administradoras de los fondos de pensiones se realizaron en un marco de un vacío jurídico.

Nacionalización: YPFB asume control de las petroleras.

Publicado en Hoy Bolivia.

El gobierno designó este lunes a 25 síndicos y directores y con la medida Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) asumió el control mayoritario de los directorios de cinco empresas petroleras que operaban en el país bajo la modalidad de contratos de riesgo compartido.

El acto contó con la presencia del ministro de Hidrocarburos, Andrés Solíz y el presidente ejecutivo de YPFB, Jorge Alvarado, quien fue el encargado de entregar las designaciones a los representantes del Estado ante las empresas petroleras.

El directorio de estas está conformado por siete miembros, de los cuales, luego de la nacionalización de los hidrocarburos, cuatro corresponden a YPFB.

La nómina de los representantes es la siguientes: Para la empresa Chaco fue designado síndico René Rocabado, y como directores Carlos Torrico, Dante Gumier (en representación de las FFAA); Hernán Gabriel Camacho y Édgar Claure.

Mientras que para Andina fue designado síndico Santiago Berríos y como directores Óscar Antonio De La Fuente, Luis Fernando Cardán, Romer Gutiérrez y Reynaldo Marín Carlos (FFAA), para Transredes fue designado Felipe Hurtado y como directores José Luís Roca, Noel Ávila, Javier Hernández y Marco Antonio Maceres (FFAA)

En tanto que para Petrobras-Refinación fue designado como síndico Felipe Hurtado (FFAA) y como directores Víctor Hugo Cuellar, Waldo Oblitas, Santiago Sologuren y Sergio Jesús Miranda.

Respecto de la Compañía Logística de Hidrocarburos de Bolivia fue designado como síndico Federico Yánez y como directores Hugo Alberto Mobarec, Jaime Quiroga, César Quilla Montecinos y Edwige Rivera.

Las funciones de los síndicos y directores: ver en la siguiente dirección:
http://www.hoybolivia.com/news.php?seccion=59&d3=33250

Bolivia Nationalization Further Sidelines US

Publicado en NYTimes.

By REUTERS
Published: May 8, 2006

WASHINGTON (Reuters) - By nationalizing Bolivia's energy industry, President Evo Morales lived up to a pledge to be Washington's nightmare and highlighted waning U.S. influence in Latin America.

Last week's action from the leftist, whose allies are U.S. adversaries Venezuelan President Hugo Chavez and Cuban leader Fidel Castro, was another step in the region's retreat from U.S.-prescribed free-market economics.

And the United States can do little to stem a tide of Latin American voters turning to leftists like Morales who rail at free trade and foreign investment for failing to improve the lives of the region's impoverished majority.

``It is a genie that is not going to be put back in the bottle,'' said Peter Hakim, head of the Inter-American Dialogue, a Washington-based think tank.

It was Brazil, Argentina and Venezuela that held an emergency summit with Morales to manage the aftershocks from his decision to send troops to gas fields, alarming investors, rattling markets and angering foreign governments.

The U.S. public response to the nationalization was merely for spokesmen to cautiously express concern over the potential economic impact.

That belied the importance for Washington of Morales' decree to take over the oil and gas industries, giving government energy company YPFB control over production and the state a 51-percent stake in several foreign companies.

``The socialism championed by him and Chavez is an increasing threat to the United States and its economic model that has dominated for decades. That's what's at stake here,'' said Larry Birns of the Council on Hemispheric Affairs think tank.

``But with the U.S. under-reaction, you'd think the United States is condemned to be an observer,'' he said.

``GO ITS OWN WAY''

Unable to forge region-wide support for its policies, the superpower and region's traditional patron will have to depend more and more on bilateral cooperation, such as the free-trade deals it has been hammering out in recent years, analysts say.

``U.S. influence in the region now has to be on a country-by-country, issue-by-issue basis,'' Hakim said.

That is a stark contrast from the United States that launched the Summit of the Americas in 1994 to spread its free-trade agenda, hoping for an accord for the whole hemisphere.

Latin America will keep trading with its closest economic partner but it will seek increasing independence from the United States by deepening its relations with Europe, China and countries across the developing world, according to Birns.

``Latin America will go its own way,'' he said.

After the September 11 attacks, President George W. Bush turned his focus to fighting terrorism in the Islamic world -- and away from Latin America, which he had vowed to make a priority of his presidency.

That neglect meant last year -- for the first time -- the U.S.-backed candidate failed to win selection as head of the Organization of American States, the hemisphere's top diplomatic body.

Some Bush supporters want a renewed focus on the region to counter the anti-American sentiment fueled by leftists like Morales, who vowed to be a U.S. nightmare in his election campaign last year.

``Sad to say, it may already be too late for the Bush administration to garner favorable public support from South and Central Americans,'' Andy Messing of the National Defense Council Foundation wrote in the Washington Times newspaper.

``But laying the groundwork now could be a necessary and worthy effort to be carried over to future administrations,'' he added.

Now the Hard Part: Bolivia Faces Pitfalls of Gas Takeover

Publicado en NYTimes.



By JUAN FORERO
Published: May 8, 2006

LA PAZ, Bolivia, May 7 — For 24 years, Nelson Cabrera has been there for Bolivia's state-owned energy company — when it was an unwieldy giant of 5,000 workers, when it was sold piece by piece in a divisive privatization, when it got a new boost from the election of Evo Morales, the presidential candidate who promised to restore its old glory. Now, after Mr. Morales nationalized Bolivia's oil and gas reserves last week to the alarm of foreign energy executives, Mr. Cabrera will have a central role in turning what is in essence a bookkeeping company into an energy corporation.

As chief of operations, a promotion he received just three months ago from his job as an engineer, Mr. Cabrera will help guide the company, Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos, known as Y.P.F.B., on the mission it once held: exploring, producing and selling Bolivia's greatest resource, natural gas.

"We are going back to exactly what we were before," he said. "We want to think big, we are ambitious, and we are convinced Bolivians have the capacity to take this on."

The challenge, though, will be formidable, perhaps even impossible, for a company that until last year had an operating budget of just $89 million and a staff of 200. Most of the employees are auditors and accountants who studied contracts and other documents filed by the multinationals that took over most Y.P.F.B. functions when the privatization wave hit Bolivia in the mid-1990's.

Many people who opposed the nationalization, including former employees, energy analysts and politicians, are saying that Mr. Morales's audacious move could expose Bolivia to serious economic risk if foreign investment dries up and the company cannot take up the slack.

"It's a bad idea, an idea that's not going to work," said Carlos d'Arlach, a geologist at the company from 1969 to 1979 and who ran it for six months last year. "Over the years, we have seen that to maintain this kind of industry and get ahead you need capital and technology, and we have neither of those."

What many Bolivians do have is a mix of euphoric nationalism and a driving resentment that the prosperity promised through privatization never trickled down to the country's nine million people. Mr. Morales rode that wave of public sentiment, which forced out two presidents in 20 months, to the president's office, largely with promises to nationalize the gas sector.

"Now is the moment to recuperate our sovereignty and dignity," said Jorge Alvarado, the company's president. "We want to show that Bolivians can run our hydrocarbons industry."

But the decree, announced as soldiers secured the installations of energy companies, incensed energy officials and governments in Brazil, Spain and France, countries whose largest energy companies have plowed more than $4 billion into Bolivia's energy sector. Petrobras, the state-owned energy giant in Brazil and the biggest investor in Bolivia's gas industry, announced that investments here had been suspended, and Repsol YPF S.A. of Spain has hinted that it might try to resolve the issue through international arbitration.

Still, Brazil's president, Luiz Inácio Lula da Silva, has said that he wants to help Bolivia alleviate its poverty and that "being gentle is better than being tough." A Spanish delegation met with Bolivian officials on Friday and announced a willingness to continue negotiating. Those developments have made Bolivian energy officials optimistic that foreign companies are still willing to invest to help Y.P.F.B. become an equal partner in future projects.

"With these companies, we can create joint projects and work together," Mr. Alvarado said. "We put up the primary resource, the gas, which we own, and the investors put up the capital."

The company Mr. Alvarado runs was founded in 1936. Even then, Y.P.F.B. never had it easy: it took 17 years to perforate its first well. It also became a revenue-generating engine for the government, with most of its returns heading into the central government's budget. That ensured that the company never got the development capital it needed. At the same time, corruption plagued it.

In the 1990's, the company was privatized in stages. Foreign companies bought two divisions that produce gas — Chaco and Andina — and one that transports gas, Transredes. The three companies continue to operate under foreign control.

"Y.P.F.B. basically disappeared under capitalization," said Eduardo Gamarra, a Bolivian who leads the Latin America program at Florida International University in Miami. "They have re-refounded it now. But it's a state-owned company that's cash-starved. It needs some access to money quickly."

Perhaps the most encouraging signs come from President Hugo Chávez's leftist government in Venezuela, which has vowed to help Mr. Morales. Rafael Ramírez, Venezuela's energy minister, said Venezuela's state-owned oil company, Petróleos de Venezuela, would invest in Y.P.F.B.'s restructuring, starting with a $40 million plant. Venezuelan technicians are also helping audit foreign companies.

"We have an energy cooperation accord," Mr. Cabrera said. "They've come to do business here, to have a partnership with Y.P.F.B."

The steps being taken, while certainly rife with pitfalls, are exhilarating for Mr. Cabrera and for company officials who felt that the privatizations of the 1990's amounted to "armed robbery," as the energy minister, Andrés Soliz, once put it.

"They fooled us, they swindled us, they took our self-esteem," Mr. Cabrera said.

Mr. d'Arlach and other energy analysts, though, said that, in aiming to become an explorer and producer, the company is not taking into account that Bolivia has discovered plenty of gas and must now line up buyers. Unlike oil, natural gas is much harder to market and is less valuable. And many producers have reserves that dwarf Bolivia's.

"To get involved in exploration would take a long time because it is expensive and risky," he said. "The issue now is not to find more gas because we cannot sell the reserves that we have."

Carlos Arze, an economist and energy specialist, said that the decree underscores the inherent weakness of Y.P.F.B. It calls for the state to have a majority stake in the two gas production companies it once owned, Chaco and Andina, yet they do not produce nearly as much as Petrobras or Repsol. "It will not be dominant in the sector," he said.

Mr. Cabrera is the first to acknowledge that "once you get into the oil business, you need a lot of money." But he said financing could come from loans, sales of gas through company-controlled service stations, and innovative contracts in which Bolivia pays foreign companies for their help with natural gas production.

Venezuela Sets Oil Extraction Tax

CARACAS, Venezuela, May 7 (AP) — President Hugo Chávez said Sunday that Venezuela would impose a new oil extraction tax in a plan to increase revenue from its petroleum industry. "The companies that are pumping oil in Venezuela are making a lot of money," he said in announcing the tax on his weekly television and radio program.